25 de novembro de 2009

A fragilidade das coisas

Há quase 4 anos "abandonei" o norte... Não o deixei para trás como quem vira uma página de um livro, apenas segui rumo ao sul e prossegui a minha existência por cá. A distância aumento a cada passo, a cada volta dos rodados do comboio, e permaneceu assim, longa, até hoje. Há coisas que se perdem quando a vista as deixa de vislumbrar. Muita gente que nunca mais vi e sei que não voltarei a ver. Muita amizade que se revelou e tantas outras que provaram não ser sólidas como fingiam ser. E a liberdade que a vida de estudante traz e que acaba assim que se assenta um pé num posto laboral.


Não tenho saudades de muita coisa. Gostaria, claro, de ter mais tempo para mim e as minhas coisas, de estar perto daqueles de que sinto falta, da cidade que me acolheu e até daquela que me viu nascer e que parece ter-se embelezado com o propósito único para me voltar a atrair ao seu regaço. Já me habituei ao que não tenho, e dou muito valor ao que tenho. Tanta coisa boa vai correndo na minha vida... Mas há sempre um espaço vazio que a maldita distância criou e que é difícil preencher.


Hoje tive uma má notícia. Alguém de quem gosto muito, uma das tais amizades que os quilómetros não conseguiram destruir, embora conseguindo desvanecê-la um pouco, não está bem. Não tem estado bem há muito tempo, mas agora o problema é outro, mais sério, e eu estou longe para poder dar-lhe um carinho e fazê-la sentir-se melhor. Por isso, hoje é um daqueles dias em que me custa estar longe, e em que sinto mais a fragilidade da vida, das coisas, e das pessoas. E das amizades e dos sentimentos. Mas, apesar de tudo, sei agora, mais do que nunca, que esta é uma das boas amizades, por uma pessoa única e especial, que a distância e o tempo terão de batalhar muito para conseguir apagar. E estou com ela, ao longe, num momento em que ela está mais frágil do que nunca, esperando que volte muito em breve a ser o mesmo poço de alegria que recordo com um sorriso.


Um beijo para ti amori, espero que tudo corra pelo melhor... E muita força para os teus, e muito apoio do "outro lado do mundo".

11 de junho de 2009

Olh'á Bolacha!

Este era suposto ser o nome do tópico anterior, mas deu-me para divagar e acabei por decidir que não era muito apropriado... Pois, tenho muitas saudades das férias e da praia e das noitadas e da parvoice toda que com os amigos parece tão melhor do que a serenidade do dia a dia.


Anyway, ando a passar uma fase gira. Não sei se é para quebrar a rotina, para compensar outras coisas que não posso fazer, ou apenas porque sim, mas ando armada em doceira. Quer dizer, vou andando. Há tempos comprei uma maquineta para derreter chocolate e reuni N moldes com formas variadas (entre corações, peixes, conchas e outras coisas mais abstractas) e pus-m a fazer chocolatinhos e bombons. Depois apercebi-me que o timing não podia ter sido pior, uma vez que o médico do meu marido lhe fez um belo ralhete por causa de ter o colesterol alto, e chocolate e colesterol combinam bem demais, para nossa desgraça. E pronto, parei completamente o meu rampage chocolateiro. Agora, não sei como nem porquê, deu-me para fazer bolacha americana. Com formas e sabores variados, e já com planos para fazer uma data de coisas diferentes, fazer cones de gelado e cobri-los d chocolate por dentro (tipo os dos cornetos da Olá), ou belgas (com e sem chocolate). É giro ter um passatempo destes, distrai um pouco das desgraças do dia a dia. Por outro lado, cá por dentro, pergunto-me "porquê??", eu que nunca fui de passar grande tempo na cozinha, eu que gosto de tanta coisa diferente, porque me deu agora esta pancada de fazer doces e docinhos, bolos e bolinhos?


Mas pronto. Ao menos tenho a bela da bolacha americana para ir matando as saudades da praia. Espero que a seguir não me dê para fazer bolas de berlim, para completar o pacote!

(Mais) Saudades

Saudades do Verão e da praia. Mais ainda, saudades das férias do tempo de escola, que começavam cedo e quando acabavam tinham sido tão bem aproveitadas que já queríamos voltar à escola e rever os amigos. Agora estamos fechados num escritório a olhar lá para fora pela janela, quando há uma, enquanto sonhamos com uma esplanada, cerveja e tremoços, à beira mar com os tais amigos que, nesse preciso momento, estão provavelmente na mesma situação, e a pensar o mesmo.


Saudades de não ter de contar os dias de férias como quem conta os tostões para comprar aquele berlinde ou um pacote de pastilhas. Saudades de estar fora da rotina que todos os dias se repete, e que nem um fim de semana consegue atenuar. Saudades de poder acordar de manhã e fazer planos para esse dia, e acabar o dia e saber que todos saíram furados mas as horas foram bem passadas, e amanhã ter-se-á à mesma oportunidade, mais uma vez. Saudades dos tempos em que as responsabilidades eram poucas e não tinhamos de ser adultos só porque o mundo assim o exige, em que não tinhamos horas para deitar, apesar de haver aulas de manhã. Saudades de poder arriscar um pouco a ficar dormente o dia inteiro, sem prejudicar com isso o meu trabalho.


E agora, enquanto olho lá para fora, vejo a cidade mexer, e eu aqui, fechada, a vê-la palpitar, sonhando com a esplanada à beira mar, ali tão perto, do outro lado do bairro.

24 de março de 2009

Estados

Hoje estou estranhamente calma. Normalmente acordo já com um estado de espírito minimamente agitado, seja por ansiedade, alguma raiva contida, ou tristeza. Hoje, por alguma razão, estou calma como não me encontrava há muito, muito tempo. Não estou alegre nem triste, serena talvez. Mas, por outro lado, sinto-me ligeiramente fechada, dormente, como se o dia não tivesse ainda começado e os olhos estivessem apenas vislumbrando mundos irreais, imitando a vida do dia-a-dia. Portanto, não sei se estou calma ou agitada, em guerra ou em paz. Não sei como estou. Mas estou assim... e não me importo de estar, desde que possa aproveitar as horas, os minutos e os segundos, e os sorrisos e as gargalhadas, e quiçá as lágrimas que o dia possa ainda trazer.

2 de março de 2009

Anti-dedicatória

Tanta bala perdida...

2 de fevereiro de 2009

Ai Inverno, Inverno...

Tenho frio. Pior, estou farta de ter frio. Não recordo um Inverno tão rigoroso, tão difícil de suportar sem várias camadas de tecido sintético que a pele tão pouco aprecia. Este ano está a ser especialmente complicado. As luvas andam sempre nas mãos ou nos bolsos, normalmente em ambos. As botas, por mais quentes que sejam, não impedem os pés de semi-congelar. E as camisolas, por muitas que se empilhem umas sobre as outras, parecem ansiar por um casaco que lhes dê melhor suporte. Chego a casa e a situação não melhora. Há quem esteja pior, com água escorrendo pelas paredes, mas mesmo assim não consigo ficar feliz com os vendavais que se geram entre as frestas das janelas e o fundo das portas e a ligeira humidade que por vezes se sente no ar. Sabe sempre bem estar esticada no sofá com uma manta por cima, mas incomoda quando isso passa a ser uma necessidade diária. O vento lá fora é tal que a brisa cá dentro provoca otites. E ao fim de semana lá saímos de casa, procurando um poiso mais quente.


Estou a exagerar um pouco. Aqui onde estou a situação é bastante pior. Entre a infiltração de água do andar de cima e as vidraças que não isolam o pouco calor que o sol vai deitando cá para dentro, o frio é tal que só não visto o casaco porque preciso de alguma mobilidade para conseguir escrever. A vontade é trazer o sofá, a manta e as pantufas. E já agora o aquecedor e uma chávena de chocolate quente. Quase gostaria de ficar doente para ficar quentinha na cama. Mas como preferia conseguir aproveitar esse privilégio, logo mudo de ideias.


Definitivamente... o Inverno faz mal à saúde. Já vinha a Primavera!

9 de dezembro de 2008

"Dormia tão sossegada" ( lá dizia o Jorge Palma)


Pois... deve ser a única altura em que ela lá vai sendo suportável!

27 de novembro de 2008

Quem tem telhados de vidro...

Acho sempre engraçadas aquelas pessoas que criticam toda a gente e se dão ao luxo de mandar comentários para o ar sempre que têm uma oportunidade, e quando sabem que nenhum dos presentes as vai criticar. São pessoas que, ao contrário daquelas, igualmente irritantes, que não conseguem ver além do seu umbigo, só olham para os outros, e nunca para elas mesmas. O reflexo no espelho é meramente uma imagem, não há nada para ver além disso. Essas pessoas normalmente acham-se perfeitas: lindas, esbeltas, inteligentes, donas da verdade e da moralidade. Infelizmente, a inteligência é algo que normalmente lhes falha, e se assim não fosse talvez lhes passasse a miopia crónica e vislumbrassem que nem tudo o resto (se é que alguma parte) é verdade.


Para ajudar a este pacote promocional, nada pior do que uma pessoa dessas escolher como alvo outra que considera mais fraca (vulgo, uma que não se defenderá da mesma forma que ela provavelmente faria). A diferença é que o alvo pode ter um pouco mais de moral, ou inteligência para perceber que há coisas pelas quais não vale a pena desprezar o bom senso e partir para a violência que às vezes elas incitam. Mais ainda, o alvo pode já ter já uma arma apontada ao telhado de vidro do vizinho, e estar apenas à espera do momento certo, quando o público ideal estiver a passar, para poder arrumar o assunto de uma vez por todas.


Espero que não tenhamos de nos encontrar por lá. Sinceramente, preferia que não nos encontrassemos de todo.


P.S.: Já agora, na minha terra cumprimentamos as pessoas quando as vemos pela primeira vez nesse dia. Felizmente, é algo que ainda não entrou em desuso entre as pessoas educadas.

20 de novembro de 2008

O que me (des)motiva

Há pessoas de que não gostamos. Pessoas que nos tiram a boa disposição e nos impedem de encarar o dia com um sorriso nos lábios. Pessoas que complicam tudo aquilo que fazemos e nos invadem o pensamento com ideias que nos deixam instáveis e com vontade de destruir tudo em volta. Pessoas que, se pudessemos apagar da face da Terra, tudo seria, provavelmente melhor. E inventamos formas de as fazer desaparecer, como por magia, e por momentos conseguimos fingir que tudo ficaria perfeito e ninguém daria pela falta delas, ninguém ficaria a perder. Mas, quando finalmente os pés assentam na terra, apercebemo-nos que somos impotentes e que, tal como há coisas que não podemos evitar, há pessoas que estarão sempre ali a tornar-nos, por vezes, a vida num inferno, e nada podemos fazer quanto a isso.

10 de setembro de 2008

Chega!

Bolas! Estou farta! Calem-se!! Não consigo pensar enquanto gritam e berram e riem e se divertem com coisas que não interessam a ninguém! Respeitem os outros se faz favor! Vão trabalhar para uma feira, se é isso que vos deixa felizes! Mas deixem os outros em paz! Não temos de vos aturar! Não temos de vos ouvir! Não temos de fingir que não nos incomodam, enfiar os auscultadores profundamente nos ouvidos e cantar baixinho para evitar o ruído que vocês provocam! Não temos que agir como se fossem inimputáveis ou deficientes mentais a quem tem de se perdoar "qualquer coisinha"! Estou farta disto, estou farta de vocês! Estou farta de engolir sapos e falar com um sorriso quando só me apetece desfazer-vos à estalada! Estou cansada de aguentar este peso por dentro em nome do respeito que vocês recusam ter! Estou farta de ter de interromper a minha vida para vos deixar entrar! Estou farta de fingir que tudo está em segundo plano menos vocês! Já chega!



(É isto que tantas vezes me apetece dizer sem rodeios. Lamentavelmente, ainda vou tendo o bom senso de, ao contrário do que outros fazem, evitar dizer certas coisas da boca para fora. E sim, desculpem lá "qualquer coisinha"...)

12 de agosto de 2008

Sentidos

Quem me dera as férias para poder imergir na minha música, nas músicas dos outros que me fazem voar, nesse mundo de sonho que por vezes me arrasta para longe de onde estou e me faz esquecer de onde venho. Essas melodias revelam sentimentos que desconheço e emoções que não quero nunca libertar. E quando me encontro no meu mundo fechado ao mundo dos outros, e a voz e os dedos tentam replicar esses sons que me fazem cintilar por dentro, a simples memória apaga as pequenas falhas que possam existir. E sou eu e essas melodias, eu e o meu mundo, a música e esse universo onde me encontro, onde sei que tudo o que me desfaça o sorriso desaparece e o coração volta a bater compassadamente, como um hino ao amor...







(Infelizmente o som não está muito bom, mas a versão de estúdio é lindíssima...)

1 de julho de 2008

Olh'á novidade fresquinha!!

Nem tudo pode ser mau ;) Ando muito cansada porque a Câmara e a Junta de Freguesia decidiram que o parque à porta de minha casa era o sítio ideal para meter uma feira com música todos os dias até de madrugada. Mas, por outro lado, há coisas que vão correndo bem.


Muitos não sabem, mas desde há muitos anos que sou absolutamente doida por música. Canto há muito tempo, cheguei a compor umas musiquitas com a ajuda de uma amiga minha que sabia tocar órgão e ainda participei numa banda de Viseu que, com os seus míseros 6 temas originais, chegou a entrar num concurso de bandas e a ter um tema num cd que eu nunca cheguei a ver. Desde há 2 ou 3 anos que procuro uma banda, mas tenho consciência das minhas limitações e ainda não encontrei um projecto que pudesse ingressar. Felizmente, alguns dos meus amigos músicos (les artistes!) e o meu maridinho começaram a dar-me nas orelhas e a aconselhar-me acerca de coisas que podia fazer. E eis o meu plano de World Domination!!


Comprei um teclado MIDI. Ou melhor, o meu maridão deu-me um. Para quem não sabe, é um teclado que não toca. Não tem colunas, liga-se por USB a um computador (por exemplo) e todo o processamento de som é feito através de um programa dedicado à composição e/ou gravação audio. Nesse programa pode definir-se o instrumento que se está a tocar no teclado, seja voz, teclas, sopros, cordas, percussão ou até mesmo efeitos sonoros. Cada pista é gravada em separado como se de instrumentos reais se tratasse. Ora, para se conseguir fazer alguma coisa de jeito tem de se saber tocar. Eu tenho um teclado no quarto em Viseu, mas engane-se quem achar que sou pro. Longe disso. Sempre dei uns toques, mas nunca aprendi. Mesmo assim, estou muito contente. Vou tocando umas coisinhas e vou aprender depressa (já me conheço para saber que tenho a persistência, mesmo na falta do talento). Espero em breve ter um myspace com uma musiquinha ou duas, e nessa altura vou querer as vossas opiniões!


E finalmente, o cartoon da semana, que o Diogo diz que demonstra bem como funcionamos em casal xD E eu não discordo!


PVP Online

20 de junho de 2008

Pequenas coisas

Estou triste. Entre cansaço acumulado desde o fim da lua de mel e algumas desilusões que entretanto apareceram, estou um bocado sem energia. Tenho planos que me poderiam animar, se me visse a conseguir concretizá-los. E tanto que preciso disso, já há anos. E tenho andado cheia de energia, muito animada, ansiosa a magicar como vou fazer todas essas coisas novas que vão pela minha cabeça. Mas hoje... Hoje até isso me parece pesado, só por causa daquilo que não sei e vou ter de aprender, e também aquilo em que vou ter de investir. São gastos que valem a pena, mas não sei se os posso fazer. Há muita coisa a pensar agora. Tenho de pensar noutros futuros além do meu. E por outro lado gostava de, por uma vez, fazer algo para mim. Só mesmo para variar um bocadinho. Abdiquei de imensas coisas pela vida fora em prol dos outros, ou para não prejudicar os outros. O facto de as coisas que quero fazer me assustarem ao mesmo tempo que me animam também não ajudou à história. Mas acho que também faz parte. E agora meti na cabeça que quero mesmo fazer isto. É importante para mim. Faz-me falta. E tenho todo o apoio moral de que sempre precisei e nunca tive. Falta o resto...


Se não fossem essas pequenas coisas... essas minúsculas desilusões que conseguem deitar por terra todo o ânimo que estes planos me dão. Quero aguentar-me mais um pouco, só até conseguir aquilo de que preciso. O resto, venha o que vier, será fácil de tratar.

1 de maio de 2008

Hoje é feriadoooo!!!


Pois, e eu estou a trabalhar! Mas não faz mal, amanhã estou de folga, enquanto todos os outros (pelo menos os que não meteram um dia de férias) suam nas suas secretárias, frente a um monitor cintilante.


Mas estou para aqui dizer que amanhã não faço nenhum e não é bem verdade. Nem pouco mais ou menos!!! Amanhã vai ser mais um daqueles dias. É o último fim de semana que vamos a Viseu antes do casamento e há muita coisa para tratar. De repente sinto-me como uma tia trintona que, enquanto o marido trabalha, faz compras e percorre os centros de estética da cidade. E como eu detesto estar no centro... Mas pronto, tem de ser, acima de tudo porque quero que seja perfeito!

Portanto, resumindo... Tenho de me levantar cedinho (considerando que tenho uma data de horas de sono em atraso e ainda vamos hoje à noite para cima) para tomar o belo do duche e ir a correr para a cabeleireira para cortar o cabelo e combinar como o vamos domar para o casamento (sim, domar é a expressão certa!!). Depois, algures no tempo há-de chegar a minha madrinha de baptismo (que por tradição acabou por se tornar também de casamento, para alegria de muitos lares) que me vai encher de beijos e lágrimas (está feliz, tadinha, mas como gosto muito dela não faz mal) e depois vai comigo fazer a última prova do vestido. E aí é que a porca torce o rabo... Eu não quantos de vocês (ou quantas) já passaram por algo assim, mas em provas, coisa que não há é privacidade. Pensava eu, da última vez, que chegava lá, entrava para o cubículo com o vestido (de costuras feitas ainda com teia de aranha, aparentemente), vestia-me com todos os cuidados e saía cá para fora p fazer os arranjos. Mas não!!! Acabei por estar ali entre 2 costureiras e a minha mãe, limitada à minha roupinha interior (e nem levei uma gira lol), só porque o vestido tinha de ser posto com ajuda para não estragar nada. Tive basicamente que bloquear o meu lado tímido e convencer-me que tinha de ser e elas estariam habituadas... E pronto, desta vez além de estarem lá as costureiras e a minha mãe, vai ainda aparecer a minha madrinha. Pior, vou ter de levar a lingerie que vou usar no casamento para acertar o decote. Ou seja, vou-me sentir duplamente violada. Para me vingar, vou de boxers! Céus... Entretanto, o noivo e o futuro sogro, 2 génios da conversação (ou seja, tímidos comó caraças) vão sozinhos tratar do fato do noivo que, aposto, nem está ainda começado.

Depois deste momento crítico, voltamos as três para casa para almoçar. O padre também se vai juntar a nós, por isso vai ser uma refeição com boa conversa, mas pouca diversão (a menos que o padre volte a entornar vinho e fique vermelho que nem um pimento). Depois do almoço, conversa com o padre, que vai fazer o inquérito do costume ao noivo para ver se tem feito os TPC's e provavelmente para garantir que sabe no que se está a meter. Acabada a conversa, toca a correr para a quinta onde vai ser o copo de água para falar com os proprietários e com o responsável pelo cattering, para combinar tudo aquilo que ainda falta (disposição, pratos, cores, distribuição de convidados, animação, alojamento de quem, onde e por quanto tempo) e tentar negociar a ver se as coisas ficam um bocadinho melhores para o nosso lado (maldita inflacção!).

Acabada esta tormenta, voltamos a correr para casa para tentar entrar no WoW a tempo do único raid que podemos fazer na guild actual, o que significa pedir mil perdões aos papás por não jantar à mesa com eles. Ainda vou considerar esta última... E com isto (espero eu) termina o último dia infernal antes do casamento. No sábado, a menos que o tempo fique mau outra vez, vamos passear para o norte, almoçar em Sernancelhe e ver as vistas. E no domingo voltamos para baixo, a contar os troquinhos na esperança que o dinheiro chegue para a gasolina.

Por um lado, estou morta que o casamento passe para voltar a ter fins de semana pacatos!! Mas já sei que depois de passar não volto a ter outro e não devo querer apressar as coisas... Mas caramba!! Paz e sossego se faz favor!!

P.S.: qualquer pessoa envolvida nesta história, só para que não fiquem dúvidas no ar, é e continua a ser muito especial. Isto é só para explicar a confusão que toda esta agitação faz na minha cabeça! Por esta altura, a minha vida (quase) dava um filme indiano!...

18 de abril de 2008

Então e tremoços?

Está um dos tempos mais psicadélicos que me lembro de ter visto. As núvens passam bêbedas a 200 à hora, tanto está sol como chove torrencialmente. E isso estraga-me "ligeiramente" os planos! Quer dizer, andámos a aturar um sol abrasador em dias de trabalho, em que só apetecia cerveja e tremoços numa bela esplanada. Agora que o fim de semana está finalmente aqui... chove!!! Já dizia o meu pai que quando o circo vem à cidade o tempo fica mau. Culpo os Cirque du Soleil portanto...


Mas quer dizer... Não é suposto podermos aproveitar o fim de semana para fazer todas as coisas que não há tempo para fazer durante a semana? Seja passear, vegetar c um copo na mão e atrás de uns belos óculos de sol, fazer aquelas compras na baixa que não se pode fazer em mais lado nenhum. É que se está mau tempo, e quando digo mau tempo falo em rios de lama a descer as ruas, passear está fora de questão. O copo ia ficar cheio de água e o look primaveril ia estar completamente démodé. E andar na baixa, ou de galochas ou de barbatanas!!


Fico triste quando numa 6ª feira à tarde começo a visualizar um fim de semana inteiro fechada em casa. Ok, posso ir de carro onde quer que seja... Mas isso já eu faço o resto dos dias!!! O São Pedro ou está a gozar connosco ou é fã de rotinas. Também posso meter uma cobertura na minha varanda 2x2m, enfiar lá uma cadeira e vegetar com cerveja e tremoços... Mas depois não teria espaço para meter uma mesa com uma tacinha para as cascas!!


Que vontade de ter o solinho da Barra a bater-me na cara numa esplanada junto ao farol. Que saudades das matilhas de cães que não largavam os transeuntes e as motas e se coçavam para cima dos tenis de quem passava. Quem cá dera outra vez o verão, e as tardes sem nada para fazer!! Saudades da vida de estudante e de todos os tremoços e da cerveja que não bebi!

26 de fevereiro de 2008

Actualização (ou aquilo que ando para aqui a fazer enquanto não falo com ninguém nem escrevo nada neste blog)

Isto é giro! Acabo de escrever um post no meu blog inglês e fico com o bichinho de escrever neste, para todos os que o conhecem e podem ter saudades (AHAHAHAH que piada fixe!!!) daquilo que por vezes meto aqui. Sinceramente não sei o que vai sair, mas se ficar muito mau apago e espero mais uns meses até voltar a tentar


Como alguns devem saber, tenho andado atarefadita a tratar de assuntos fofos e outros não tão agradáveis. Daqui a menos de 3 meses (já começámos a fase do countdown) vamos dar o nó, e entretanto temos milhentas coisas para tratar. A pergunta que me fazem mais é se ando ansiosa. O engraçado é que... não! Nada! Estou felicíssima, descontraída e a tentar planear tudo com calma para ser o melhor possível! É uma fase muito boa, cada passo na preparação do dia permite imaginar mais um bocadinho como ele vai ser. E o contacto com outros na mesma situação ensina-me que o depois vai continuar a ser muito bom. Os problemas vão sempre existir, mas havendo vontade vão-se sempre resolver.


Por isso, nada de ansiedades, nem dúvidas, nem medos, nem vontade de me enfiar num buraquito. Estou positivamente ansiosa porque sei que tudo vai ser muito bom embora nunca possa ser perfeito.


Fora isso... vou fazendo o meu trabalhito, lutando avidamente contra a soneira generalizada (aceito sugestões para dormir que nem uma pedra, nem que seja uma vez por semana). Este fim de semana que passou foi muito diferente do normal, tal como o que aí vem. No próximo sábado vou voltar à terrinha onde morei tantos aninhos e onde conheci tanta gente. Infelizmente, muitos não vão lá estar, o que me deixa tristonha. Mas outros estarão e por isso fico muito contente. E esses, coitados, vão ter de aguentar as saudades que tenho e que era suposto distribuir por todos. Mas vou tentar conter-me....


Para finalizar... nunca fui ao restaurante onde vamos nesse almoço, mas adorei a localização... "Seguir o cheiro a perfume rasco". Parece-me bem!


Até lá!

19 de novembro de 2007

A luz falhou

A luz falhou e voltou, mas fechou o cordão umbilical que me ligava ao mundo lá fora, onde chove torrencialmente e, porventura, troveja. Falhou e deixou-me dessincronizada das questões alheias do quotidiano, que me vão ocupando nas horas mortas do trabalho. E, de repente, apanho-me sozinha no mundo real, à espera que outros tenham momentos assim para que os meus, enfim, terminem. E no meio do silêncio que se gerou, o cérebro exigiu mais, gritou e desesperou, por não querer estar quieto. E as mãos moveram-se em busca de uma salvação, ou de um analgésico que o pudesse apaziguar. Nisto os olhos pousaram sobre uma folha branca, virgem e delicada, palpitante na ansiedade de se ver perdida em rios e mares de tinta e ideias e pensamentos vários, conhecidos entre si, ou totalmente alheios à existência uns dos outros. E as mãos correram para essa folha e desataram a preenchê-la de formas e feitios, e linhas e manchas. E os olhos brilharam e piscaram de excitação. O cérebro mandava impulsos para os dedos, uns curtos e quase imperceptíveis, outros longos e intensos, tornando o momento numa experiência de loucura e sanidade, em completa comunhão. A folha foi-se deixando usar, quietinha no seu tampo de mesa, deixando fugir, por vezes, uma pequena lágrima de alegria. Nela os pensamentos iam-se gerando, crescendo, dando origem a novos pensamentos, e permitindo-se, então, desfalecer docemente, felizes por terem deixado a sua herança naquele espaço imaculado. E os novos pensamentos saltavam e pululavam, e riam e cantavam. E os olhos mal os conseguiam acompanhar. As mãos suavam mas continuavam nessa dança cerimonial, movidas pelos impulsos incessantes do cérebro, finalmente entregue a uma tarefa que realmente o desafiava.


E nisto a folha ficou completa. Os pensamentos começaram a fundir-se lentamente no branco do papel, criando um quadro de ideias em cadeia, misturadas por entre ideias soltas. E as mão cessaram, limpando a derradeira lágrima de alegria comandada pelo cérebro, enfim feliz por ver a sua tarefa terminada.

Mas que... treta - parte 2

Ainda a bater no assunto das relações, aqui fica um vídeo interessante :P

15 de novembro de 2007

Mas que... treta

É giro ver as formas diversas como as pessoas encaram as coisas, neste caso as relações. Mas começa a ser incomodativo quando se encontra pessoas que até podem ter razão nalgumas coisas, mas são casmurras demais para aceitar outras opiniões.

Costumo visitar um blog de 4 estarolas meus amigos xD e um deles bate muito o assunto das relações. Como ele sabe, concordo com ele na maioria das coisas que diz. Só não concordo muito com a forma como se deixa afectar pela mediocridade alheia :P

Mas depois há pessoas que simplesmente generalizam tudo e todos, e somos todos iguais e agimos todos da mesma forma, se fizemos aquilo é porque pensamos isto, e ponto final. Não têm em conta que cada um é como cada qual, e cada situação tem um background a ter em conta. A discussão irritou-me porque, apesar de eu nunca usar nomes nem descrever situações, estava a falar de uma situação concreta que conheço bem. Mas bastou apenas falar de um rapaz e uma rapariga que se andam a "comer" para gerar um rol de motivos porque isso é errado. E no fim continuei sem perceber porquê. Se me tivesse sido dado um motivo, pronto, aceitava. Mas assumir que qualquer relação que não tenha um compromisso, se possível assinado em papel, é fútil e, logo, errada, parece-me completamente extremista. Se duas pessoas aceitam estar juntas naquele momento, sabendo que nenhuma pertence à outra (e num compromisso pertenceriam?), não estão a cometer nenhum crime, muito menos a enganar alguém. E mais, estando juntas têm não só a oportunidade de se sentirem bem, como a de fazer o outro feliz, mesmo que seja só durante algum tempo. Porque não? Até podem dar-se tão bem que passados anos ainda estão felizes juntas, partilhando as coisas boas e más da vida.

Sou apologista de que se deve dar na mesma medida daquilo que se recebe. Se uma pessoa está disposta a dar-nos aquilo de que precisamos num momento, e aceita o que temos para dar em troca, então mais vale aproveitar essa dádiva e saboreá-la. Quem sabe quando aparece a pessoa que não vai estar só por aí uns tempos e depois desaparece. Não vale a pena ficar sentado à espera, até porque a solidão nos envelhece por dentro. Mas deve-se ter sempre os olhinhos bem abertos para que tudo aquilo que vier não nos possa magoar, mas apenas enriquecer por dentro.

E posto isto, namorem muito, e sejam sempre muito felizes meus amigos! Eu sou! :)
56% Geek
Dizem eles! :P Mas sinceramente sinto-me um pouco mais geek do que isso...