1 de maio de 2008
Hoje é feriadoooo!!!
Pois, e eu estou a trabalhar! Mas não faz mal, amanhã estou de folga, enquanto todos os outros (pelo menos os que não meteram um dia de férias) suam nas suas secretárias, frente a um monitor cintilante.
Mas estou para aqui dizer que amanhã não faço nenhum e não é bem verdade. Nem pouco mais ou menos!!! Amanhã vai ser mais um daqueles dias. É o último fim de semana que vamos a Viseu antes do casamento e há muita coisa para tratar. De repente sinto-me como uma tia trintona que, enquanto o marido trabalha, faz compras e percorre os centros de estética da cidade. E como eu detesto estar no centro... Mas pronto, tem de ser, acima de tudo porque quero que seja perfeito!
Portanto, resumindo... Tenho de me levantar cedinho (considerando que tenho uma data de horas de sono em atraso e ainda vamos hoje à noite para cima) para tomar o belo do duche e ir a correr para a cabeleireira para cortar o cabelo e combinar como o vamos domar para o casamento (sim, domar é a expressão certa!!). Depois, algures no tempo há-de chegar a minha madrinha de baptismo (que por tradição acabou por se tornar também de casamento, para alegria de muitos lares) que me vai encher de beijos e lágrimas (está feliz, tadinha, mas como gosto muito dela não faz mal) e depois vai comigo fazer a última prova do vestido. E aí é que a porca torce o rabo... Eu não quantos de vocês (ou quantas) já passaram por algo assim, mas em provas, coisa que não há é privacidade. Pensava eu, da última vez, que chegava lá, entrava para o cubículo com o vestido (de costuras feitas ainda com teia de aranha, aparentemente), vestia-me com todos os cuidados e saía cá para fora p fazer os arranjos. Mas não!!! Acabei por estar ali entre 2 costureiras e a minha mãe, limitada à minha roupinha interior (e nem levei uma gira lol), só porque o vestido tinha de ser posto com ajuda para não estragar nada. Tive basicamente que bloquear o meu lado tímido e convencer-me que tinha de ser e elas estariam habituadas... E pronto, desta vez além de estarem lá as costureiras e a minha mãe, vai ainda aparecer a minha madrinha. Pior, vou ter de levar a lingerie que vou usar no casamento para acertar o decote. Ou seja, vou-me sentir duplamente violada. Para me vingar, vou de boxers! Céus... Entretanto, o noivo e o futuro sogro, 2 génios da conversação (ou seja, tímidos comó caraças) vão sozinhos tratar do fato do noivo que, aposto, nem está ainda começado.
Depois deste momento crítico, voltamos as três para casa para almoçar. O padre também se vai juntar a nós, por isso vai ser uma refeição com boa conversa, mas pouca diversão (a menos que o padre volte a entornar vinho e fique vermelho que nem um pimento). Depois do almoço, conversa com o padre, que vai fazer o inquérito do costume ao noivo para ver se tem feito os TPC's e provavelmente para garantir que sabe no que se está a meter. Acabada a conversa, toca a correr para a quinta onde vai ser o copo de água para falar com os proprietários e com o responsável pelo cattering, para combinar tudo aquilo que ainda falta (disposição, pratos, cores, distribuição de convidados, animação, alojamento de quem, onde e por quanto tempo) e tentar negociar a ver se as coisas ficam um bocadinho melhores para o nosso lado (maldita inflacção!).
Acabada esta tormenta, voltamos a correr para casa para tentar entrar no WoW a tempo do único raid que podemos fazer na guild actual, o que significa pedir mil perdões aos papás por não jantar à mesa com eles. Ainda vou considerar esta última... E com isto (espero eu) termina o último dia infernal antes do casamento. No sábado, a menos que o tempo fique mau outra vez, vamos passear para o norte, almoçar em Sernancelhe e ver as vistas. E no domingo voltamos para baixo, a contar os troquinhos na esperança que o dinheiro chegue para a gasolina.
Por um lado, estou morta que o casamento passe para voltar a ter fins de semana pacatos!! Mas já sei que depois de passar não volto a ter outro e não devo querer apressar as coisas... Mas caramba!! Paz e sossego se faz favor!!
P.S.: qualquer pessoa envolvida nesta história, só para que não fiquem dúvidas no ar, é e continua a ser muito especial. Isto é só para explicar a confusão que toda esta agitação faz na minha cabeça! Por esta altura, a minha vida (quase) dava um filme indiano!...
18 de abril de 2008
Então e tremoços?
Está um dos tempos mais psicadélicos que me lembro de ter visto. As núvens passam bêbedas a 200 à hora, tanto está sol como chove torrencialmente. E isso estraga-me "ligeiramente" os planos! Quer dizer, andámos a aturar um sol abrasador em dias de trabalho, em que só apetecia cerveja e tremoços numa bela esplanada. Agora que o fim de semana está finalmente aqui... chove!!! Já dizia o meu pai que quando o circo vem à cidade o tempo fica mau. Culpo os Cirque du Soleil portanto...
Mas quer dizer... Não é suposto podermos aproveitar o fim de semana para fazer todas as coisas que não há tempo para fazer durante a semana? Seja passear, vegetar c um copo na mão e atrás de uns belos óculos de sol, fazer aquelas compras na baixa que não se pode fazer em mais lado nenhum. É que se está mau tempo, e quando digo mau tempo falo em rios de lama a descer as ruas, passear está fora de questão. O copo ia ficar cheio de água e o look primaveril ia estar completamente démodé. E andar na baixa, ou de galochas ou de barbatanas!!
Fico triste quando numa 6ª feira à tarde começo a visualizar um fim de semana inteiro fechada em casa. Ok, posso ir de carro onde quer que seja... Mas isso já eu faço o resto dos dias!!! O São Pedro ou está a gozar connosco ou é fã de rotinas. Também posso meter uma cobertura na minha varanda 2x2m, enfiar lá uma cadeira e vegetar com cerveja e tremoços... Mas depois não teria espaço para meter uma mesa com uma tacinha para as cascas!!
Que vontade de ter o solinho da Barra a bater-me na cara numa esplanada junto ao farol. Que saudades das matilhas de cães que não largavam os transeuntes e as motas e se coçavam para cima dos tenis de quem passava. Quem cá dera outra vez o verão, e as tardes sem nada para fazer!! Saudades da vida de estudante e de todos os tremoços e da cerveja que não bebi!
26 de fevereiro de 2008
Actualização (ou aquilo que ando para aqui a fazer enquanto não falo com ninguém nem escrevo nada neste blog)
Isto é giro! Acabo de escrever um post no meu blog inglês e fico com o bichinho de escrever neste, para todos os que o conhecem e podem ter saudades (AHAHAHAH que piada fixe!!!) daquilo que por vezes meto aqui. Sinceramente não sei o que vai sair, mas se ficar muito mau apago e espero mais uns meses até voltar a tentar
Como alguns devem saber, tenho andado atarefadita a tratar de assuntos fofos e outros não tão agradáveis. Daqui a menos de 3 meses (já começámos a fase do countdown) vamos dar o nó, e entretanto temos milhentas coisas para tratar. A pergunta que me fazem mais é se ando ansiosa. O engraçado é que... não! Nada! Estou felicíssima, descontraída e a tentar planear tudo com calma para ser o melhor possível! É uma fase muito boa, cada passo na preparação do dia permite imaginar mais um bocadinho como ele vai ser. E o contacto com outros na mesma situação ensina-me que o depois vai continuar a ser muito bom. Os problemas vão sempre existir, mas havendo vontade vão-se sempre resolver.
Por isso, nada de ansiedades, nem dúvidas, nem medos, nem vontade de me enfiar num buraquito. Estou positivamente ansiosa porque sei que tudo vai ser muito bom embora nunca possa ser perfeito.
Fora isso... vou fazendo o meu trabalhito, lutando avidamente contra a soneira generalizada (aceito sugestões para dormir que nem uma pedra, nem que seja uma vez por semana). Este fim de semana que passou foi muito diferente do normal, tal como o que aí vem. No próximo sábado vou voltar à terrinha onde morei tantos aninhos e onde conheci tanta gente. Infelizmente, muitos não vão lá estar, o que me deixa tristonha. Mas outros estarão e por isso fico muito contente. E esses, coitados, vão ter de aguentar as saudades que tenho e que era suposto distribuir por todos. Mas vou tentar conter-me....
Para finalizar... nunca fui ao restaurante onde vamos nesse almoço, mas adorei a localização... "Seguir o cheiro a perfume rasco". Parece-me bem!
Até lá!
19 de novembro de 2007
A luz falhou
A luz falhou e voltou, mas fechou o cordão umbilical que me ligava ao mundo lá fora, onde chove torrencialmente e, porventura, troveja. Falhou e deixou-me dessincronizada das questões alheias do quotidiano, que me vão ocupando nas horas mortas do trabalho. E, de repente, apanho-me sozinha no mundo real, à espera que outros tenham momentos assim para que os meus, enfim, terminem. E no meio do silêncio que se gerou, o cérebro exigiu mais, gritou e desesperou, por não querer estar quieto. E as mãos moveram-se em busca de uma salvação, ou de um analgésico que o pudesse apaziguar. Nisto os olhos pousaram sobre uma folha branca, virgem e delicada, palpitante na ansiedade de se ver perdida em rios e mares de tinta e ideias e pensamentos vários, conhecidos entre si, ou totalmente alheios à existência uns dos outros. E as mãos correram para essa folha e desataram a preenchê-la de formas e feitios, e linhas e manchas. E os olhos brilharam e piscaram de excitação. O cérebro mandava impulsos para os dedos, uns curtos e quase imperceptíveis, outros longos e intensos, tornando o momento numa experiência de loucura e sanidade, em completa comunhão. A folha foi-se deixando usar, quietinha no seu tampo de mesa, deixando fugir, por vezes, uma pequena lágrima de alegria. Nela os pensamentos iam-se gerando, crescendo, dando origem a novos pensamentos, e permitindo-se, então, desfalecer docemente, felizes por terem deixado a sua herança naquele espaço imaculado. E os novos pensamentos saltavam e pululavam, e riam e cantavam. E os olhos mal os conseguiam acompanhar. As mãos suavam mas continuavam nessa dança cerimonial, movidas pelos impulsos incessantes do cérebro, finalmente entregue a uma tarefa que realmente o desafiava.
E nisto a folha ficou completa. Os pensamentos começaram a fundir-se lentamente no branco do papel, criando um quadro de ideias em cadeia, misturadas por entre ideias soltas. E as mão cessaram, limpando a derradeira lágrima de alegria comandada pelo cérebro, enfim feliz por ver a sua tarefa terminada.
